A varanda, a nova divisão da casa: como tirar partido dela

Durante muito tempo, a varanda serviu sobretudo para guardar a bicicleta e o estendal. Hoje, volta a ser um espaço de vida pleno, e isso requer preparação.

Na cidade, cada metro quadrado conta. E a varanda, durante muito tempo relegada para segundo plano como espaço de arrumação, recupera a sua verdadeira função: a de um prolongamento da casa. Pequeno-almoço ao sol, teletrabalho de vinte minutos ao ar livre, leitura à noite: uma varanda bem pensada muda concretamente a forma como vivemos no nosso apartamento.

Este regresso à boa forma não é apenas uma tendência de decoração. Acompanha uma evolução mais ampla dos estilos de vida urbanos, em que a falta de espaço leva a reocupar cada recanto da habitação. A varanda, muitas vezes o único acesso direto ao exterior num apartamento, torna-se logicamente a primeira candidata a esta reapropriação. 

De espaço de arrumação a divisão de pleno direito

O reflexo mais comum continua a ser amontoar na varanda o que não encontra lugar noutro lado. O problema é que uma varanda cheia desmotiva qualquer um de lá ficar, mesmo quando está bom tempo. A primeira etapa consiste, portanto, em decidir: o que fica fora e o que entra?

Esta triagem exige, por vezes, alguma disciplina, sobretudo quando a varanda serve de arrecadação há anos. Um bom método consiste em perguntar-se, para cada objeto, quando foi a última vez que o utilizou realmente. Uma vez libertado o espaço, torna-se possível pensar em utilização em vez de armazenamento, e a varanda ganha imediatamente outro aspeto.

Pensar a varanda como uma divisão interior

Uma divisão interior define-se pela sua função: dormimos num quarto, cozinhamos numa cozinha. Uma varanda merece a mesma lógica. Canto do pequeno-almoço, canto de leitura, canto do aperitivo: não vale a pena querer acumular tudo em poucos metros quadrados.

É preferível escolher uma ou duas utilizações prioritárias e decorar em conformidade, em vez de multiplicar objetos sem coerência. Esta hierarquização evita o erro clássico da varanda que parece um pequeno depósito de mobiliário desencontrado, acumulado ao longo das compras sem verdadeira intenção.

O mobiliário que muda tudo

Numa varanda pequena, o mobiliário de chão ocupa rapidamente todo o espaço disponível e complica a circulação. É precisamente essa a vantagem de uma mesa como a Balconie da Extra Terrasse: fixa-se diretamente no gradeamento e liberta totalmente o chão.

Ganhamos assim uma superfície real para pousar um café ou um livro, sem sacrificar o espaço para caminhar nem transformar a varanda num percurso de obstáculos. Este tipo de mobiliário suspenso altera literalmente a perceção do espaço disponível, especialmente nas varandas compridas típicas dos edifícios parisienses.

Adaptar-se às estações em vez de as sofrer

Uma varanda habitável todo o ano adapta-se ao clima em vez de o ignorar. No verão, procuramos sombra e frescura; no inverno, privilegiamos as estadias curtas e bem equipadas, com mantas e bebidas quentes.

O mobiliário que permanece fixo ao gradeamento, como as floreiras Balconnières, tem a vantagem de não precisar de ser guardado e voltado a colocar em cada estação: faz parte da decoração de forma permanente. Esta continuidade de utilização incentiva a sair, mesmo que brevemente, em vez de esperar pelos dias bonitos para redescobrir um espaço deixado ao abandono durante todo o inverno.

Pequenos gestos, grande mudança de utilização

Não é necessário transformar tudo para que a varanda se torne uma verdadeira divisão de vida. Desimpedir, escolher mobiliário que não ocupe espaço no chão, adicionar algumas plantas para quebrar a vista para as janelas do lado oposto: estes ajustes simples são, muitas vezes, suficientes para tirar uma varanda do esquecimento no dia a dia.

O mais difícil, na realidade, não é a organização em si, mas a mudança de hábito que ela supõe. Uma vez que a varanda se torna realmente agradável, a vontade de lá passar tempo surge naturalmente, sem necessidade de esforço.

Em resumo

Uma varanda torna-se uma verdadeira divisão de estar assim que deixamos de a tratar como uma arrecadação. Desimpedir, utilizar mobiliário que liberte o chão e adaptar-se às estações são passos suficientes para transformar duradouramente a forma como a utilizamos.

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